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O projeto “Despertar para a Moda”, iniciativa do Sistema Firjan, por meio do Senai Moda e Design, que tem como objetivo sensibilizar jovens para as profissões da cadeia de moda, aporta este mês em três comunidades da cidade do Rio de Janeiro. Em todas, contará com o envolvimento de agentes locais: na Cidade Alta (26-11), em Cordovil, receberá o apoio da ONG Ação Comunitária do Brasil; no Morro Dona Marta (30-11) será em conjunto com a organização social Costurando Ideais. E na segunda-feira (23-11) ocorreu a primeira visita, que foi no Cantagalo e contou com a parceria do Espaço Criança Esperança.
O “Despertar para a Moda” promove oficinas de moda direcionadas a jovens na faixa dos 13 anos, idade considerada ideal para desenvolver a percepção para profissões. As oficinas, que incluem atividades de costura, corte e risco, moulage e estamparia tie-dye, pretendem estimular o contato dos participantes – 25 jovens de cada comunidade – com técnicas utilizadas regularmente na confecção de roupas e acessórios. Participarão das atividades os padrinhos estilistas Beto Neves (foto), Alessa Migani, Gilson Martins e Jacqueline de Biase, que levarão profissionais de suas equipes para interagir e contar suas experiências nas oficinas.
A falta de renovação da mão de obra na indústria da moda foi apontada como uma preocupação por diversos estilistas em reuniões promovidas pelo Sistema Firjan. “Como uma instituição que atua para o desenvolvimento da indústria, partilhamos
instantaneamente da preocupação dos estilistas. Este projeto leva aos jovens informações sobre as profissões que estão por trás das passarelas”, conta Cristiane Alves, gerente do Senai Moda e Design.
O projeto foi lançado há um ano nas escolas Sesi e em pólos de moda do interior do Estado do Rio de Janeiro. “A primeira fase do projeto foi muito bem recebida e isso nos motivou a levá-lo para as comunidades”, continua Cristiane. “Nossa meta é captar, paralelamente às oficinas, inscrições de pessoas interessadas em aprender ofícios da cadeia produtiva”, anuncia.
Como porta-vozes do setor, os padrinhos do projeto levarão a mensagem de que a indústria da moda não se faz apenas do glamour das passarelas, com modelos e estilistas. Por trás dela, costureiras, modelistas, pilotistas, artesãos e acabadeiras são igualmente fundamentais para o crescimento da moda brasileira, que representa uma grande oportunidade por demandar uma quantidade expressiva de mão de obra qualificada.
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