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Matérias :: Por quê comprar uma bolsa de grife no Brasil?

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Disponibilidade imediata e bom atendimento são fatores relevantes na escolha

Por Fabio Garcia

O mercado de varejo de luxo no país não para de crescer, grifes e mais grifes desembarcaram aqui nos últimos meses e uma outra leva de grandes nomes prepara sua chegada ao país. Não pretendo aqui discutir os aspectos sócio-econômico e demográficos que guiam essas empresas a aportarem em terras brasileiras, mas apenas expressar meu ponto de vista dos motivos que levam o consumidor a comprar aqui e não mais em viagens para NY ou Paris como era comum há quase 10 anos atrás.

 

 

Em primeiro lugar acredito que a disponibilidade imediata é um fator muito relevante. Afinal de contas, não dá para estar em dois lugares ao mesmo tempo e no mínimo 8 horas de voo nos separam do centro de compras internacional mais próximo. Portanto, é importante ter aqui do lado de casa a loja com o produto que se quer naquele momento.

Até porque sabemos que muitas compras são feitas por impulso. Passado aquele momento, pode ser que o desejo não seja mais o mesmo. E, algumas pesquisas comprovam essa relação entre desejo e prazer:

 

 

Um outro fator, que, pelo menos no meu ponto de vista; é determinante e no qual todas as lojas e grifes presentes no Brasil devem prestar muito atenção é a qualidade do atendimento.

Qualquer operação de venda, seja ela B2C ou B2B, por mais que existam processos, técnicas e o poder da marca por trás, é efetuada de pessoa para pessoa.

Quando se trata de uma aquisição de produto de luxo, no qual a experiência é fundamental, um ótimo atendimento pode levar o cliente a comprar ali e naquela hora. E, o mais importante, continuar voltando e consumindo.

Embora em termos de resultados globais tanto faz se o cliente compra uma bolsa Gucci aqui no Shopping Iguatemi ou no número 60 da Avenue Montaigne, mas cada gerente de loja e consequentemente suas subsidiárias têm suas metas de vendas, então é fundamental ter esse cliente local comprando localmente, já que aqui não temos o grande fluxo de turistas como em NY, Milão ou Paris.

Recentemente tive a melhor das experiências de compra e pós-venda.

A Burberry, que sempre inovou em se tratando de mídia digital, sendo a primeira a transmitir ao vivo os desfiles direto de Milão, depois lançou sua espécie de rede social – The Art of Trench; contando hoje com o maior número de fãs no Facebook dentre as grifes de luxo; começou a disponobilizar venda on-line de alguns produtos logo após o desfile. Real Time Experience de verdade.

 

Burberry oferece atendimento personalisado de pós-venda.

 

Pois bem, comprei uma das bolsas do último desfile. Aguardei o tempo informado no ato da compra, contei com assistência on line, recebi depois várias ligações para dar um status sobre o pedido e após receber a bolsa, fui convidado pelo staff da loja brasileira a ir até a loja. Fui bem recebido, tiramos fotos e recebi um cartão personalizado agradecendo por comprar Burberry.

Um atendimento de encatar o cliente, não na teoria,mas na prática. Well Done Burberry Brasil!

A Burberry não é a única a agradar os clientes locais, a Montblanc que planeja aterrisar no país como subsidiária e não mais como representação, sempre promove eventos em sua flagship store no shopping Cidade Jardim e envia presentes especiais e inesperados como o vinho francês que recebi hoje:

 

 

 

Por último, mas não menos importante, o fator preço. O custo de importação no Brasil de peças em couro e metais chega a ser ultrajante. Entendo quando essas políticas foram feitas e com objetivo protecionista, mas temos que resolver esse entrave como país para continuar crescendo. Sabendo desse custo adicional, algumas grifes têm feito o máximo de esforço para aproximar o preço em reais com o preço encontrado lá fora. Para empresas como Louis Vuitton, Gucci e Burberry, a média é de 30% de diferença a mais quando se compra no Brasil.

Bem diferente do que vemos nos preços de carros e bebidas, por exemplo, em que a diferença chega a mais de 100%.

Sim, antes que me joguem pedra, 30% ainda é muito, mas com um atendimento diferencial e especial aliados om disponibilidade de produtos, essa diferença acaba sendo relevada na percepção de muitos clientes que acabam comprando aqui mesmo no Brasil.

Gostou desta matéria? Veja mais no Blog do autor:
http://www.bolsasdevalor.net

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Classificação:   Visualizaçõoes: 113

Publicada por: Fabio Alves Garcia, em: 03/10/2011 20:22:46

Foto de: Fabio Alves Garcia *Fabio Alves Garcia, , nasceu no interior de São Paulo. Tem formação em Administração de Empresas pela FGV-SP, é executivo de uma multinacional americana e começou a se interessar pelas bolsas... - ver perfil completo do autor

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