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Muita gente me pergunta o que eu leio pra me informar sobre moda. Então resolvi fazer essa postagem. Bem, eu leio de tudo. Desde revistas, passando por livros (alguns eu dou até dicas por aqui) e até blogs de moda (os que prestam e os que não prestam).
Acontece que moda pra mim é algo muito mais sério do que muita gente vê por aí. Então, o meu olhar e as coisas que eu busco são diferentes das que a maioria das pessoas busca. Eu tenho um blog de moda mas nem por isso só busco lançamentos, “must have” e futilidades afins (como a maioria que eu vejo por aí).
Uma colega de trabalho me perguntou qual era a minha revista de moda predileta no Brasil. Eu respondi sem pensar duas vezes: L´Officiel Brasil. Por que? Bom, vamos aos fatos:
1) Pelo menos, no Brasil, é a única revista que realmente antecipa “tendências” e fala de moda de uma maneira séria, com embasamento de profissionais igualmente sérios e até mesmo da área acadêmica (gente que estuda moda em sua totalidade);
2) Tem uma linguagem contemporânea sem se apegar a chavões do tipo “ai, tem que usar now!”, “tem que ter!” “é o must have da estação!” e outros “histerismos-de-peruas” que vemos por aí. Na boa? A única que escreve bem na Vogue Brasil é a Maria Prata. Das outras revistas nem vou falar porque não acho que elas se comparem à L´Officel Brasil;
3) Os editoriais são lindos e geralmente (eu disse, geralmente) estralados por modelos e não por atrizes globais;
4) Pra mim, que quero ser uma “pensadora” de moda, uma “pesquisadora” desse fenômeno, ela é perfeita. As outras estão mais para o tipo “patricinha-deslumbrada-que-diz-que-compra-tudo”. Não bate comigo;
5) Porque eu penso que moda, no seu sentido mais amplo (e talvez até mesmo literal) da palavra é muito mais do que o consumismo louco e exacerbado que muitas publicações exibem por aí (o que não me torna uma monja budista, também gosto de consumir).
Aí você deve estar pensando que autoridade e que conhecimento de causa eu tenho para tirar essas conclusões.
Bom, acho que, como assinante há, pelo menos, 3 anos (fora a época que comprava em banca) de 4 revistas que tratam do tema (eu disse que eu leio de tudo) e como leitora assídua e dona de uma biblioteca bem interessante sobre moda, eu posso falar, né?
Então, cabe a cada um descobrir o que quer “ser quando crescer” e saber onde buscar informação específica. Se quer profundidade, busque profundidade e leia de tudo. Se quer saber superficialmente, qualquer coisa serve. Até ler Caras na espera do dentista.
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