Descrição | ||
PARIS — Quando o último vestido de festa em seda cor de framboesa passou pelos arranjos de rosas no desfile de alta-costura da Christian Dior, a cantora Kylie Minogue deu um relutante, porém satisfeito suspiro. “Agora tenho que voltar ao mundo real”, disse.
Esta sensação de um filme terminando ou o fim de um conto de fadas nunca pareceu tão poderoso e melancólico nesta Maison como foi a poética passeata que John Galliano mostrou para o verão europeu. Se a alta-costura teve mais momentos gloriosos no passado do que tem no futuro, por que não celebrar a eras anteriores _uma em que mulheres trotavam com seus trajes, em celas femininas laterais, parecendo incisivas porém sensuais sob seus chapéus, cabelos grossos presos por um véu e longas saias artisticamente drapeadas como o sopro do vento. Ou quando damas aristocratas em vestidos de renda sombreavam suas cabeças em belos chapéus em tardes ensolaradas.
“Foi Charles James”, dise o estilista, descrevendo sua epifania ao ler que Christian Dior, a estrela da moda nos anos 1940 e 50, havia se inspirado pelas roupas do Belle Epoque do costureiro inglês. O sonho de Galliano é algo maravilhoso: cada pétala de seda bordada vibrando sobre o corpete e cada punhado de contas projetado pelo designer se voltou para os ateliês, onde as manufatureiras interpretaram sua imaginação.
As cores, particularmente, vistas pelos olhos de uma socialite norte-americana dos ano 1930 e 4
Esta sensação de um filme terminando ou o fim de um conto de fadas nunca pareceu tão poderoso e melancólico nesta Maison como foi a poética passeata que John Galliano mostrou para o verão europeu. Se a alta-costura teve mais momentos gloriosos no passado do que tem no futuro, por que não celebrar a eras anteriores _uma em que mulheres trotavam com seus trajes, em celas femininas laterais, parecendo incisivas porém sensuais sob seus chapéus, cabelos grossos presos por um véu e longas saias artisticamente drapeadas como o sopro do vento. Ou quando damas aristocratas em vestidos de renda sombreavam suas cabeças em belos chapéus em tardes ensolaradas.
“Foi Charles James”, dise o estilista, descrevendo sua epifania ao ler que Christian Dior, a estrela da moda nos anos 1940 e 50, havia se inspirado pelas roupas do Belle Epoque do costureiro inglês. O sonho de Galliano é algo maravilhoso: cada pétala de seda bordada vibrando sobre o corpete e cada punhado de contas projetado pelo designer se voltou para os ateliês, onde as manufatureiras interpretaram sua imaginação.
As cores, particularmente, vistas pelos olhos de uma socialite norte-americana dos ano 1930 e 40 como Millicent Rogers tinha apelo artistic: azul royal lavado e bege; rosa e prata; tule marrom cor de terra iluminado com ouro; olive, vermelho-cereja. A coleção da Dior foi bela, elegante em se tratanto da alfaiataria das roupas de montaria e nas saias com movimento. Não havia nada equivocado ou comprometedor: foi a mais alta das costuras.
A moda precisa de emoção tanto para seduzir como inspirar e Galliano faz isso com paixão. Dos miraculosos chapéus (por onde o chapeleiro Stephen Jones acaba de receber o título do Império Britânico da Rainha Elizabeth 2ª) a sapatos com altos esculpidos e molduras de pérolas, o desfile mostrou a essência da alta-costura. Mas seu foco é em um mundo que não existe mais.
0 como Millicent Rogers tinha apelo artistic: azul royal lavado e bege; rosa e prata; tule marrom cor de terra iluminado com ouro; olive, vermelho-cereja. A coleção da Dior foi bela, elegante em se tratanto da alfaiataria das roupas de montaria e nas saias com movimento. Não havia nada equivocado ou comprometedor: foi a mais alta das costuras.
A moda precisa de emoção tanto para seduzir como inspirar e Galliano faz isso com paixão. Dos miraculosos chapéus (por onde o chapeleiro Stephen Jones acaba de receber o título do Império Britânico da Rainha Elizabeth 2ª) a sapatos com altos esculpidos e molduras de pérolas, o desfile mostrou a essência da alta-costura. Mas seu foco é em um mundo que não existe mais.
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