Descrição | ||
“Só está morto quem nunca nasceu”. Esta foi uma das inúmeras frases de impacto, ditas por Clodovil Hernandes, 71 anos, cuja vida foi marcada por ciclos de glamour e decadência. O estilista, apresentador e deputado federal, aliás um dos três mais votados do País nas eleições de 2006, com 493.951, morreu no último dia 17 de março, em Brasília, após ter sofrido um grave acidente vascular cerebral, seguido de parada cardíaca. O corpo foi enterrado em São Paulo.Clodovil foi um dos precursores da moda brasileira, numa época em que não havia calendário de desfiles e a indústria de confecção se resumia aos ateliês de costura.Entre as décadas de 1960 e 1970, ao lado de outros nomes famosos como Dener e Markito, Clodovil criou vestidos de noite, trajes de noiva e vestia celebridades como as cantoras Maysa e Elis Regina.
Com a profissionalização da moda, perdeu espaço no mundo fashion, que volta e meia, criticava com acidez, mas era ignorado. Nos anos 80, investiu na carreira de apresentador de TV. Um de seus primeiros trabalhos foi o programa TV Mulher, da Rede Globo, onde dava dicas de moda e comportamento para o público feminino.Com estilo irreverente e sempre polêmico, colecionou, ao longo da vida, desafetos e admiradores. Afastado da moda e do meio artístico por conta do seu temperamento, Clodovil Hernandez encontrou na política uma forma de estar na mídia e manter seu padrão de vida. Assim, candidatou-se a deputado federal por São Paulo e teve uma eleição surpreendente, com quase meio milhão de votos. Nascido na cidade de Elisário, a 402 km de São Paulo, era filho adotivo e nunca conheceu seus verdadeiros pais. Autodidata e homossexual assumido, Clodovil não casou e nem teve filhos.
Fonte: Textilia
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