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Aconteceu de 06/07 a 08/07 a semana de Moda dos desfiles parisienses da Alta Costura do Outono/Inverno 2010, tendo como tema a famosa CRISE ECONOMICA MINDIAL. E foi extamente por conta dessa crise que o desfile mais esperado por todos foi o da Maison Lacroix que entrou em concordata e agora tem seu futuro incerto.
Christian Lacroix apresentou apenas 20 looks usados por modelos que desfilaram de graça no museu Les Arts Decoratifs, numa apresentação pequena e simples. Lacroix apresentou uma coleção mais curta do que o habitual de suas criações, com silhuetas nobres, decotes tipo império (que deixa o colo a vista), blazeres com a cintura marcada e quadris estruturados.
O trabalho com renda, marca registrada do estilista, ganha peças tipo segunda pele. As saias plissadas bordadas com miçangas também estiveram presente na coleção. As cores predominantes usadas pelo estilista foram o preto e o azul escuro, iluminadas por bordados dourados.
Outro desfile que teve bastante destaque, foi o da grife francesa da Maison Givenchy, assinada pelo estilista Ricardo Tisci.
A tradicional grife trabalhou com as nuanças de preto e branco, passando por um rosinha bem leve. Além disso, não se pode deixar de dar destaque às tonalidades do dourado e prateado bastante presentes em correntes e aplicações. As modelagens desfiladas vieram justas no dorso, mas levemente estruturadas, ganhando certo volume a partir dos quadris. A calça Saruel esteve presente na coleção e promete continuar sendo forte tendência para o outono/inverno 2010. Outrossim, a transparência também apareceu no desfile, dando assim, continuidade a coleção apresentada para o verão de 2009. Vejam alguns modelos que estiveram presentes na passarela da Givenchy (fotos ao lado).
Depois de uma alta costura quase toda branca para o verão 2009, Chanel apresenta uma coleção pontuando o claro e o escuro para o outuno/inverno 2010.
Os tradicionais tailleurs foram mais uma vez reinterpretados, recebendo até cauda, em uma mistura de smoking e a eterna peça criada por Coco Chanel. Outros recebem aplicações nos ombros, na lapela e nos bolsos. Há versões em branco, com a gola arredondada.
Os comprimentos que variam do acima do joelho aos mais longos, em vestidos e saias. As estampas são arredondadas, lembrando flores. Aplicações no formato redondo em cores profundas formam também um vestido tomara-que-caia justo no tronco e com saia ampla. Os ombros ganham ênfase tanto em casaquinhos quanto em vestidos mais retos, recebendo sutil volume. Se a roupa não é tomara-que-caia, a maioria das mangas vem no comprimento três quartos. Como acessórios, Lagerfeld colocou chapéus transparentes que cobrem toda cabeça e o rosto em algumas modelos. E nas pernas, meias rendadas. As botas curtas pontuaram a coleção.
Outra Maison banstante esperada foi a Dior. A grande surpresa do desfile de Dior foram os looks incompletos ou inacabados. Blazers usados com meias e cintas-liga, combinados com chapéus e bolsas ou, em vez das meias, surgiam as armações usadas para dar volume à famosa saia criada por Dior em 1947, na altura do joelho e com volume, o chamado New Look. Em outros momentos, aparecem as saias, mas as modelos desfilam apenas de sutiã. O estilista John Galliano desconstruiu silhuetas clássicas da marca e deixou à mostra a forma de fazer uma peça de alta-costura. Uma maneira interessante de reforçar o valor e a diferenciação do segmento, que vem sofrendo com a crise.
Por fim, nao podemos deixar de mencionar o desfile do brasileiríssimo Gustavo Lins!! (tenho muito orgulho de saber que tem um brasileiro desfilando entre as maiores e melhores grifes do mundo).
O mineiro Gustavo Lins faz roupas a partir da estrutura dos tradicionais quimonos. As referências masculinas também estão sempre presentes. Com essas informações, fica mais claro observar qual foi o ponto de partida para a criação de sua coleção primavera/verão 2009-2010. Casacos e paletós que cobrem os quadris predominam na coleção. Alguns são usados como vestidos, outros viram coletes. Há espaço também para vestidos fluidos, que contornam levemente as formas. O movimento das roupas vai em direção à cintura lembrando a silhueta da amarração dos quimonos. O volume é discreto, construído por meio de pregas que seguem a linha do corpo ou em drapeados nos tecidos finíssimos que lembram meias-calças. A cartela de tons é fria, vai do gelo ao cinza e passeia pelo rosa-claro. Os momentos de cores trazem o amarelo como destaque.
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